segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pesadelos reais.

Foi um sonho meio estranho, eu estava em um tribunal, eu era o réu, era acusado e não sabia do que. Quem me acusava eram minhas duas ex namoradas, as duas muito belas, lindas como sempre, como sempre mexendo comigo de alguma maneira, me fazendo sentir o que eu não queria... Elas conversavam como velhas amigas, ou como duas inimigas que se juntaram para destruir um inimigo maior. Então eu estava lá, na cadeira do réu, sendo julgado pelas garotas que mais amei e que mais me machucaram, as duas unidas contra esse pobre homem. Então olhei nos olhos do juiz e pasmem, era a única mulher que me ama de verdade, minha matriarca. Ela tinha decepção nos olhos, como se soubesse que o jure já me daria como culpado, jure esse que era formado pelas outras meninas que tive algum relacionamento rápido. Então eu fui tomado por uma angustia, um desespero sem fim, todos aqueles olhares que me condenavam, todas aquelas mulheres, todo aquele sentimento... Então minha mãe bateu o martelo e eu fui acusado, eu vi os guardas entrarem, gigantes, fortes... E recebi uma sentença de morte...
Então eu acordei, com meu próprio berro, respirei e agradeci por ter sido só um pesadelo, mesmo sabendo, que eu cumpro minha sentença, a muito tempo...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sede de vida...

Eu nasci dia 2 de janeiro de 1988, de 8 meses, prematuro. Minha mãe foi para o hospital dia 31 de dezembro de 1987, passei a virada do ano tentando nascer.
Depois de nascer eu fiz o que viria a fazer nos próximos 23 anos interruptos, sobreviver...
Estava abaixo do peso, não tinha cabelos... Mas quando recebi o tapa do médico na aba da minha bunda, chorei e respirei fundo, com todas as minhas forças e a partir daquele momento em que o ar adentrou minhas narinas, senti o cheiro da vida e decidi viver, decidi lutar para viver. E tem sido assim por todos esses 23 anos, caiu e penso em desistir de tudo, mas quando respiro fundo e o ar adentra minhas narinas, como outrora, eu sinto o cheiro da vida, então eu levanto e continuo a lutar, pois tenho vida, tenho sede de vida...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Love Will Tear Us Apart


Impressionante como as pessoas trocam de amor como trocam de meias, como dizem que amam sem ter noção do que está palavra significa. Amor leva tempo, não é de um dia para o outro... Na verdade eu ando confuso, não é possível o mundo inteiro estar errado e só eu estar certo, só eu acreditar que amor não acontece de uma hora para outra, me sinto meio tolo, meio ingênuo... Na verdade não acredito mais no amor, é tudo comodidade, tudo sexo e tudo ilusão. O amor vai nos despedaçar, de novo.
Love will tear us apart again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again, again...

sábado, 6 de novembro de 2010

Não há nada de legal em sentir dor.

Eu sou o que sempre fui, eu não mudo, eu não me camuflo. Sempre fui sonho, sempre fui ingenuidade, sempre fui à ânsia por viver e não me arrependo de nada, por mais feridas que eu tenha, não me arrependo de nada. Eu nunca fui resposta, nunca fui calmaria, nunca fui um porto seguro, alias sempre fui inseguro, nunca soube o que queria de verdade. Talvez isso que cause o desencanto nas pessoas, elas devem pensar que uma hora eu vou amadurecer, que vou mudar drasticamente, e eu não mudo, eu sou inconseqüência, não há mudança nesse quesito. Eu tenho um gosto natural por sofrer, talvez eu faça disso uma coisa “Cool”, mas não é, ninguém gosta de sangrar, ninguém gosta de chorar ao ver qualquer bobagem que lembre algum momento. Então eu sou isso, apenas um cara com sonhos, nada de planos, um cara sem classe, muito longe de ser um príncipe encantado, que no momento só tem um olhar com pena de um cachorro velho, que na verdade me corta o coração, saber que até o pobre cachorro tem pena de mim.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O coração é apenas um orgão, apenas uma parte do corpo que adoece quando você bebe demais, come muita carne vermelha, usa drogas, fuma cigarros um atrás do outro... O coração é o orgão que sofre quando sua mente não pensa em outra coisa. O coração não pensa, não age, não sente, só se machuca e adoece. O coração machucado e adoecido é a unica coisa que sobra dos relacionamentos, das brigas e dos desencantos que conseguimos com o passar dos anos, é a unica coisa que resta depois que a tempestade passa e a bonança começa. Só resta as chagas que camuflamos com a felicidade (instantânea)que conseguimos. Então é assim que seguimos, cheios de chagas, cheios de sorrisos falsos, só para conseguir superar os machucados do coração, que no fim, é quem sempre sofre mais nessa história toda que chamamos de vida. Agora vou tomar mais uma cerveja e fumar mais uns cigarros, adoecer mais um pouco meu coração, e limpar mais um pouco minha alma. Passe logo 2010, chegue logo 2011 e vamos recomeçar, chegou a hora de uma nova partida, já dizia o tio Nenê.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A mudança segue.

E a mudança continua, o que não me serve estou deixando para trás, sem medo, sem receio... É triste mas, é real, isso sempre vai acontecer e isso sempre aconteceu, não sou o primeiro e nem o último a sentir o que sinto, a passar pelo que ando passando. Então a gente procura outros corpos para se satisfazer, outras bocas para beijar, outros olhares para acreditar. E assim vai indo... Agora eu não tenho mais medo, se não me faz bem, eu deixo para trás, pego a estrada e sumo, conheço pessoas que me fazem sentir bem, que riem das minhas piadas e prestam atenção em minhas histórias, que enchem meu copo sem pedir, que me dão cigarros sem pedir, que compartilham um momento de alegria verdadeira e contínua.
A mudança segue...