sábado, 11 de dezembro de 2010

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Por favor, suma de mim, por favor, não apareça mais nos meus sonhos.
Porque eu tenho que sofrer assim? Como um bebê que perde a mãe... Porque eu tenho que lembrar de tudo, de cada momento, de cada situação, de cada filme, cada musica...?
Porque sou eu que sangro? Porque tenho que odiar cada detalhe que amava em você? Porque seus beijos já não são mais meus? Porque você fez tantas juras? Por quê? Eu não queria amar, não queria sentir essa angustia... Porque ainda penso em você? Porque você diz o mesmo que dizia para mim para outro? Porque cada cerveja que bebo, cada cigarro que fumo, tem o seu gosto? Porque não consigo me livrar de você? Por quê?
Porque eu ainda lembro do primeiro beijo? Porque eu ainda lembro do ultimo “eu te amo”? Porque eu me sinto um lixo descartado? Isto me parece um pesadelo, que eu nunca irei acordar... Como duas pessoas tão intimas podem se tornar inimigas? Como... Porque toda vez que eu fico bêbado, eu choro? Porque eu me apaixonei por aquela camiseta dos sex pistols? Porque eu acreditei em todas aquelas palavras? Eu não entendo, há de haver algum sentido, porque ainda me dói, ainda me fere... O poeta chora sozinho em seu quarto, mais uma vez.

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