É engraçado eu li um texto uma vez que falava sobre loucura, que falava que ninguém vivia nossa vida para saber o porque estouramos de vez em quando, para saber o porque de precisarmos estourar de vez em quando... Na época da Last Kiss Missed eu escrevi uma música chamada bomba relógio, e é mais ou menos isso que eu sou, eu agüento calado, recebo socos, chutes, cuspe na cara... Mas se você disser uma inverdade para mim, principalmente dizendo que eu não me esforcei, para algo que eu me esforcei, eu piro, eu estouro. Tá que ultimamente eu ando agressivo, sem paciência, desgostoso e realmente tudo me irrita, mas tem certas coisas que eu não engulo e nunca vou engolir.
Na verdade são anos e anos levando cuspe na cara, a gente fica revoltado, não têm jeito.
O que eu quero dizer é que o mundo faz isso com a gente, as pessoas ao nosso redor, nossos tombos, nossos fracassos e tudo parece uma conspiração, para que o seu ódio seja mais forte do que você...
Eu sou uma bomba relógio, eu já fui disparado e o já está passando, estou pronto para estourar.
sábado, 29 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Não há beleza na dor!
É uma angustia que não se explica, um vazio... Como se nada mais tivesse valor, como se nada mais fizesse sentindo. Um gosto de nada na boca, um gosto de nada na vida. Vazio. Só vazio. E o telefone lá, sem receber nenhuma ligação, ninguém se importa, ninguém.
Então você se apaixona até pelas prostitutas, tem vontade de beija-las e faze-las juras do mais profundo amor... Você se sente intimidado até por elas, você respeita e ama, até elas... Paixão... Por quê? Paixão... Carência? Sim.
Não há para onde fugir, mais um ano, mais uma história para contar, mais um vexame, mais uma vergonha... É isso o que você é, um ser que anseia por amar, que precisa de carinho e atenção, que odeia dormir sozinho. Então você pede desesperadamente para tudo isso passar, jura que nunca mais vai beber, você não quer mais se degradar, só quer paz e nunca consegue. Você tenta fugir de si mesmo, tenta achar uma explicação para tudo ainda estar no mesmo lugar, assiste as peças que a vida lhe prega como um espetáculo exuberante.
E no final não há beleza na dor, poesia nenhuma é bonita, poesia tem sangue, ódio e desgosto.
Mais uma derrota, mais uma gorfada, mais um fim de semana que acaba no meio da semana.
Então você se apaixona até pelas prostitutas, tem vontade de beija-las e faze-las juras do mais profundo amor... Você se sente intimidado até por elas, você respeita e ama, até elas... Paixão... Por quê? Paixão... Carência? Sim.
Não há para onde fugir, mais um ano, mais uma história para contar, mais um vexame, mais uma vergonha... É isso o que você é, um ser que anseia por amar, que precisa de carinho e atenção, que odeia dormir sozinho. Então você pede desesperadamente para tudo isso passar, jura que nunca mais vai beber, você não quer mais se degradar, só quer paz e nunca consegue. Você tenta fugir de si mesmo, tenta achar uma explicação para tudo ainda estar no mesmo lugar, assiste as peças que a vida lhe prega como um espetáculo exuberante.
E no final não há beleza na dor, poesia nenhuma é bonita, poesia tem sangue, ódio e desgosto.
Mais uma derrota, mais uma gorfada, mais um fim de semana que acaba no meio da semana.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Tão jovem...
Acordei, fumei um cigarro e entrei no carro.
Dirigi sem pensar em nada, nada funcionava...
Renato falava algumas coisas no radio e faziam sentido,
Na verdade sempre fará, na verdade sempre fez.
Então sai do carro, comprei um café e pensei...
Pensei em tudo o que perdi, pensei em tudo que ganhei...
Pensei no tempo que não volta mais,
Pensei no tempo que ainda tenho...
“Somos tão jovens” disse Renato,
Então dei mais um gole no café e acendi outro cigarro.
“Temos tanto a viver” eu repeti sozinho por minutos...
Então pensei mais um pouco e mais um pouco...
Dirigi sem pensar em nada, nada funcionava...
Renato falava algumas coisas no radio e faziam sentido,
Na verdade sempre fará, na verdade sempre fez.
Então sai do carro, comprei um café e pensei...
Pensei em tudo o que perdi, pensei em tudo que ganhei...
Pensei no tempo que não volta mais,
Pensei no tempo que ainda tenho...
“Somos tão jovens” disse Renato,
Então dei mais um gole no café e acendi outro cigarro.
“Temos tanto a viver” eu repeti sozinho por minutos...
Então pensei mais um pouco e mais um pouco...
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