terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não há beleza na dor!

É uma angustia que não se explica, um vazio... Como se nada mais tivesse valor, como se nada mais fizesse sentindo. Um gosto de nada na boca, um gosto de nada na vida. Vazio. Só vazio. E o telefone lá, sem receber nenhuma ligação, ninguém se importa, ninguém.
Então você se apaixona até pelas prostitutas, tem vontade de beija-las e faze-las juras do mais profundo amor... Você se sente intimidado até por elas, você respeita e ama, até elas... Paixão... Por quê? Paixão... Carência? Sim.
Não há para onde fugir, mais um ano, mais uma história para contar, mais um vexame, mais uma vergonha... É isso o que você é, um ser que anseia por amar, que precisa de carinho e atenção, que odeia dormir sozinho. Então você pede desesperadamente para tudo isso passar, jura que nunca mais vai beber, você não quer mais se degradar, só quer paz e nunca consegue. Você tenta fugir de si mesmo, tenta achar uma explicação para tudo ainda estar no mesmo lugar, assiste as peças que a vida lhe prega como um espetáculo exuberante.
E no final não há beleza na dor, poesia nenhuma é bonita, poesia tem sangue, ódio e desgosto.
Mais uma derrota, mais uma gorfada, mais um fim de semana que acaba no meio da semana.

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