sábado, 17 de setembro de 2011

Poeta Falido

Os olhos fixos no espelho enxergam um sujeito
Velho e acabado, com um coração viciado no erro de amar.
Eu desaprovo cada atitude tola que tomo na falta da sobriedade,
Mas o que posso fazer se é na embriaguez que encontro abrigo.

Os dias passam e as mesmas estórias se repetem
Como capítulos de seriados chatos na TV aberta.
E então eu lembro dos finais felizes dos filmes
E imagino que talvez possam se repetir em minha vida.

Então é só mais uma tempestade de fim de tarde
Que vem para lavar esta alma cheia de hematomas,
Que procura desesperadamente por um sentido,
Que clama com urgência por um corpo quente pra abraçar.

Derrotas, e mais derrotas, vexames e histórias patéticas,
É o que tenho para contar as crianças quando envelhecer.
Sou o palhaço que faz todos rirem, mas nunca sorriu
E que agora está cansado de ser apenas uma piada sem graça.

Poeta, eu nunca fui, e se cheguei perto, fui falido.
Na verdade fracassei em tudo o que quis na vida
E hoje me pego aqui contemplando está chuva,
E pensando em tudo o que deixei de ganhar por medo de perder.

Poeta, eu nunca fui, e se cheguei perto, fui poeta falido.

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