sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Não é tristeza que me assola, é o gosto da derrota, de ter perdido de novo e perdido para o mundo, perdido para a vida. É como se houvesse uma conspiração para eu sempre sair derrotado de qualquer situação que me envolva. Esperança por esperança, sempre isso. Eu nunca quis que fosse assim, eu nunca quis... Você sabe como é acreditar mesmo sabendo que nada vai acontecer? Você sabe o que é dar all-in sem ao menos ter uma dupla nas mãos? Acho que eu sou mesmo assim, como Florentino Ariza em "Amor nos Tempos do Cólera", talvez eu fique velho, passe a vida toda acreditando e tenha um final diferente do Florentino, talvez eu morra sozinho em algum lugar desta cidade, sem ninguém saber. Mas ainda há algo que me faz acreditar que será completamente diferente o meu final "E nossa história não estará pelo avesso assim sem final feliz..." só o Renato para me acalentar um fio de esperança nesse dia tão cinza, o sol vai sair, eu sei que vai.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Maldito Sorriso
Maldito sorriso, para onde eu olho, lá está ele, radiante, feliz, iluminando tudo o que eu queria que fosse breu. E sempre me faz lembrar do meu sorriso, sempre me faz lembrar de quando estes olhos tristes e sensíveis encontraram esse sorriso pela primeira vez, e então eu fico assim, como cachorro que apanha do dono, querendo chamar a atenção, com cara de triste, de canto, mas sabendo que a qualquer chamado do dono iria correndo para receber um carinho. É um maldito sorriso, que me faria desistir de tudo o que conquistei até hoje, que me faria enterrar o resto de orgulho que tenho, que me levaria todos os pertences, materiais e emocionais. Simplesmente é esse sorriso que me arruína, esse sorriso que me faz passar vergonha e ser motivo de chacotas por onde eu passo, mas também é ele que me da esperança de que o mundo não pode ser tão ruim assim, se ainda há um sorriso desses na face da terra é porque um dia tudo será perfeito, enquanto não é, eu sonho com esse sorriso, mesmo tendo que evita-lo para tentar viver.
domingo, 20 de novembro de 2011
Por isso eu odeio as luzes de natal
Pode parecer loucura, mas todo fim de ano é igual, todo fim de ano eu procuro algo para me agarrar, eu procuro algo em que eu possa acreditar, é sempre busca por esperança, sempre procurando o novo. Deposito as fichas no ano seguinte, faço promessas tolas de não me machucar, de me preservar e nunca as cumpro, é como se eu tivesse nascido pra ficar de joelhos gritando por compaixão e os gritos são abafados pelo som alto do mundo. Eu vejo tudo o que já passei, vejo como eu cheguei até aqui, sempre aos trancos e barrancos, cambaleando, tropeçando em uma vida ou outra, perdendo minhas virtudes aqui ou ali, saca? Como se eu estivesse espalhado por esses quase 24 anos, e então eu tento juntar esses fragmentos de pessoa, tento juntar as peças do quebra-cabeça que é a minha vida, mas são peças velhas, molhadas de suor, cerveja e queimadas com pontas de cigarro, peças maltratadas pelo tempo, que não se unem mais. Então me resta mais um domingo, mais um maldito domingo, com o sol sorrindo e dizendo: "Vai lá, recomeça! O zero tem a sua vantagem, o zero não tem nada, então tudo o que vier se torna lucro." Então dou mais um trago do meu câncer e não penso em mais nada.
Eis o Babaca
Sou apenas alguém a procura de paz,
a procura de ar para respirar
por ter ficado tanto tempo sufocado.
por ter ficado tanto tempo desacordado.
Eu olho para os céus em um questionamento
de um ateu desesperado e me pergunto:
"Porque as coisas nunca são como eu quero?"
e fico sem resposta, como sempre fiquei.
Então este corpo cheio de imperfeições tenta se reerguer,
mas essa alma cheia de hematomas é tão pesada, que o impede.
Sendo assim, eu continuo aqui, caído e esperando algo que
eu nem imagino o que seja, por não saber mais o que eu desejo.
Nunca soube direito o que eu queria,
mas hoje eu sei o que não quero,
não quero mais viver assim sangrando,
não quero mais dormir com incertezas.
Então eu recebo o troféu de derrotado,
sem aplausos e muito menos comemorações,
Esse é o meu prêmio de consolação,
Ser apenas mais um amigo então.
Por que me castigas vida? Por que não me escutas?
Não há mais jeito, bandeira branca, entrego as armas,
estou cansado demais para lutar, não agüento mais.
Vinte e quatro anos de uma festa interminável,
Vinte e quatro anos sendo atropelado pelos sentimentos,
sendo descartado pelas pessoas que eu mais protegi,
eu sempre ofereço o mundo e me jogam ele nas costas,
só pra ver até onde eu agüento, só pra ver quando eu desisto.
a procura de ar para respirar
por ter ficado tanto tempo sufocado.
por ter ficado tanto tempo desacordado.
Eu olho para os céus em um questionamento
de um ateu desesperado e me pergunto:
"Porque as coisas nunca são como eu quero?"
e fico sem resposta, como sempre fiquei.
Então este corpo cheio de imperfeições tenta se reerguer,
mas essa alma cheia de hematomas é tão pesada, que o impede.
Sendo assim, eu continuo aqui, caído e esperando algo que
eu nem imagino o que seja, por não saber mais o que eu desejo.
Nunca soube direito o que eu queria,
mas hoje eu sei o que não quero,
não quero mais viver assim sangrando,
não quero mais dormir com incertezas.
Então eu recebo o troféu de derrotado,
sem aplausos e muito menos comemorações,
Esse é o meu prêmio de consolação,
Ser apenas mais um amigo então.
Por que me castigas vida? Por que não me escutas?
Não há mais jeito, bandeira branca, entrego as armas,
estou cansado demais para lutar, não agüento mais.
Vinte e quatro anos de uma festa interminável,
Vinte e quatro anos sendo atropelado pelos sentimentos,
sendo descartado pelas pessoas que eu mais protegi,
eu sempre ofereço o mundo e me jogam ele nas costas,
só pra ver até onde eu agüento, só pra ver quando eu desisto.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Parabéns, a todas as mulheres que passaram pela minha vida.
Um dia você descobre que vai ser obrigado a viver com a certeza que todo o seu esforço nunca será reconhecido, e isso machuca, isso dilacera a alma. E eu sempre estou por aí, tentando ser legal com todo mundo, tentando tratar todo mundo bem, tentando ver todo mundo feliz, e eu? Quem se preocupa se estou bem ou feliz? E então eu me sinto desvalorizado, me sinto cuspido na cara, sem pena, sem piedade. E por um instante eu percebo, que todas as minhas ex’s namoradas, todas as mulheres que passaram pela minha vida, estão melhores do que eu, estão mais felizes do que eu, então eu só posso dar parabéns a todas elas, pois são melhores do que eu. E continuo por aqui, onde a cerveja nunca acaba, as piadas sempre são as mesmas e a esperança nunca morre.
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