Sou apenas alguém a procura de paz,
a procura de ar para respirar
por ter ficado tanto tempo sufocado.
por ter ficado tanto tempo desacordado.
Eu olho para os céus em um questionamento
de um ateu desesperado e me pergunto:
"Porque as coisas nunca são como eu quero?"
e fico sem resposta, como sempre fiquei.
Então este corpo cheio de imperfeições tenta se reerguer,
mas essa alma cheia de hematomas é tão pesada, que o impede.
Sendo assim, eu continuo aqui, caído e esperando algo que
eu nem imagino o que seja, por não saber mais o que eu desejo.
Nunca soube direito o que eu queria,
mas hoje eu sei o que não quero,
não quero mais viver assim sangrando,
não quero mais dormir com incertezas.
Então eu recebo o troféu de derrotado,
sem aplausos e muito menos comemorações,
Esse é o meu prêmio de consolação,
Ser apenas mais um amigo então.
Por que me castigas vida? Por que não me escutas?
Não há mais jeito, bandeira branca, entrego as armas,
estou cansado demais para lutar, não agüento mais.
Vinte e quatro anos de uma festa interminável,
Vinte e quatro anos sendo atropelado pelos sentimentos,
sendo descartado pelas pessoas que eu mais protegi,
eu sempre ofereço o mundo e me jogam ele nas costas,
só pra ver até onde eu agüento, só pra ver quando eu desisto.
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