quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Este Flerte é Um Flerte Fatal...

Estou aqui assistindo o clipe de Flerte Fatal do Ira! E isso já faz umas duas horas, eu volto o clipe só para ouvir o poema do começo, só para me ver na situação do cara do clipe. Realmente muito parecido comigo, eu já percebi que eu preciso de espelhos, preciso me enxergar nas coisas para gostar delas, acho que é por isso que eu não consigo gostar dessas merdas que tocam na TV, não consigo gostar de Santos, desses malditos lekões, do For Fun, do Strike, do Nx Zero. É todo mundo paquito e bonitão, com som de plástico. Mas voltando ao clipe de Flerte Fatal, eu me vejo no lugar do ator, saca? Não sei se isso soa glamuroso para mim, mas é serio, as vezes eu sou daquele jeito, ser só é uma merda, se sentir só é uma merda. Não se trata de mulher, não se trata de buceta, eu estou falando de solidão, estou falando de tédio, de não ter para quem ligar, de não ter quem chamar de amor, de não ter quem te chame de amor, não ter quem te admira, é foda. Por isso que eu me vejo alguns personagens, no cara do Flerte Fatal, no Joel Barish, no maluco da Janela Secreta e claro nas duas personalidades do Tyler Durden. E continuando nesse clima de clube da luta hoje eu só queria destruir alguma coisa bonita, estourar a cara do lekão mais pegador e mais bonito de Santos, quebrar o nariz dele, deixar ele sem dente... De olho roxo. Acho que eu ia dormir mais feliz.


Abraço afetuoso em Álvarez de Azevedo. (Leandro Campos)

Este quarto está tão frio e eu não tenho aonde ir.
Não visto roupas limpas, pois, toda a sujeira está em mim
presa em minha alma, uma sujeira que não pode ser limpa.
As rugas em minha face revelam todas as mentiras que escondo.

Este fardo é tão pesado que já não posso me mover,
toda a minha humilhação me impede de agir
como botas de aço presas a meus pés me impedem de voar.
Eu juro, eu tentei fazer o meu melhor, mas fracassei.

Estes muros que me cercam me impedem de viver,
estou trancafiado dentro de toda minha vergonha,
pagando por todos os meus pecados vãos e impensados,
talvez eu mereça toda essa raiva do mundo, talvez eu mereça.

Se soubessem de todas as minhas frustrações
será que ainda caçoariam de mim?
Se soubessem de todos os meus tombos
será que continuariam a sorrir?

Depois de todos esses anos ainda continuo sendo a decepção,
os olhos com ar de deboche me fitam sem piedade
e eu mais uma vez me encontro sozinho sem ninguém
pra me proteger de todos esses dedos que me apontam.

Será assim para todo o sempre?
Estas dores nunca atenuaram?
Estas feridas sempre sangraram?

Escute:

http://tramavirtual.uol.com.br/mp3PlayerW.jsp?id_musica=260332

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