
Há dias que por mais que você tente mudar alguma coisa, nada dará certo. É tudo questão de momento ou fase. O seu quarto vira seu refugio e você quer ir para algum lugar diferente... Você se sente sujo, mas não é sua pele, é sua alma. Você se olha no espelho e “As rugas em minha face revelam todas as mentiras que escondo”. E mesmo sabendo que a culpa não é sua, você assume ela, um fardo que não é seu e mesmo viram “Botas de aço presas a meus pés que me impedem de voar.” E ai você decepciona as pessoas, você tentou fazer o seu melhor, mas infelizmente não conseguiu. “Eu fracassei”. E os muros que te cercam são suas frustrações, é tudo o que você deixou de fazer, tudo o que você queria fazer e você luta para entender porque tudo sempre tem que dar errado. E você não agüenta mais o olhar debochado das pessoas, que não sabem nada de você, você não agüenta mais os sorrisos sem sentido, pois não há nada de bom. “Será que continuariam a sorrir?” E nada muda passam mil anos e você continua sendo a decepção, te olham com descaso e você continua sozinho. E se sente desprotegido frente a um mundo que te julga, que te da à sentença de viver como eles querem. E as chagas sempre estarão lá, abertas. “Essas feridas sempre sangrarão.”
Abraço afetuoso em Álvarez de Azevedo.
Este quarto está tão frio e eu não tenho aonde ir.
Não visto roupas limpas, pois, toda a sujeira está em mim
presa em minha alma, uma sujeira que não pode ser limpa.
As rugas em minha face revelam todas as mentiras que escondo.
Este fardo é tão pesado que já não posso me mover,
toda a minha humilhação me impede de agir
como botas de aço presas a meus pés me impedem de voar.
Eu juro, eu tentei fazer o meu melhor, mas fracassei.
Estes muros que me cercam me impedem de viver,
estou trancafiado dentro de toda minha vergonha,
pagando por todos os meus pecados vãos e impensados,
talvez eu mereça toda essa raiva do mundo, talvez eu mereça.
Se soubessem de todas as minhas frustrações
será que ainda caçoariam de mim?
Se soubessem de todos os meus tombos
será que continuariam a sorrir?
Depois de todos esses anos ainda continuo sendo a decepção,
os olhos com ar de deboche me fitam sem piedade
e eu mais uma vez me encontro sozinho sem ninguém
pra me proteger de todos esses dedos que me apontam.
Será assim para todo o sempre?
Estas dores nunca atenuaram?
Estas feridas sempre sangraram?
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