Andei pensando há quanto tempo eu estou nesse negocio de querer ter uma banda de rock, de viver por música... Já se foram sete anos desde quando eu toquei meu primeiro acorde em um violão, montei uma banda com duas guitarras e um violão, a gente ensaiava no meu quarto... Depois veio a Naceta, Yellow Rocket, Last Kiss Missed e por último a remanescente Teorema Infinito. Foram muitos shows, muitos ensaios, muitas pessoas, muita luta. É legal pensar e refletir o que tudo isso significa para mim, saca?
Eu não me vejo longe do rock, longe dos palcos, mesmo que nem sempre tenha muitas pessoas para nos ver, acho que tudo isso já faz parte de mim e da minha vida, eu me sinto bem fazendo isso, eu posso exorcizar meus demônios, tirar tudo o que me incomoda ali no palco, cada música é uma estória da minha vida, faz parte de mim e tem dias que algumas fazem mais sentido do que as outras. O fato é, eu comecei no rock junto com um monte de gente que hoje tem grupo de pagode, que vai pro psy ou que abandonou a música sem remorso. FAKE. E se você acha que rock é isso, moda, hobby, vá se foder. Rock é merda no ventilador, rock é sentir todas as emoções em um só acorde, é tirar todo o ódio com um só grito. Como diria o Jair, “O rock é dos garotos feios, bêbados e mal educados.” E eu me encaixo nisso. São sete anos nisso, eu aprendi muita coisa, me fodi muito, suei muito, sangrei muito e o mais importante me diverti MUITO. É por isso que eu tenho Rock’n’Roll For Life nas costas, porque sem rock, sem música eu não seria nada. Então enquanto eu tiver um papel, uma caneta, uma guitarra distorcida e um microfone nas mãos eu continuarei gritando o que todo mundo faz questão de não querer ouvir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário